Pois é, se inicia mais uma vez a choradeira da imprensa anti-chavista. Não que eu morra de simpatias pelo presidente venezuelano, mas é patético ver a cobertura da maioria da imprensa quando se trata do moço. A mudança da constituição venezuelana garantindo reeleições infinitas estão tirando o sono de nossos tão democráticos meios de comunicação. Na questão da representatividade popular na esfera política, sou totalmente contra qualquer tipo de reeleição, principalmente no poder legislativo. Ponto para os gregos. A reeleição impede a circulação de idéias e de líderes, tornando a sociedade menos participativa. Mais apática. Se estivesse na Venezuela, provavelmente votaria "Não". Agora, ver pessoas chamando Chaves de ditador autoritário é ridículo, de uma má-fé estonteante. Os jornalistas brasileiros deviam olhar para o próprio umbigo antes de invocar esse clamor pseudo-democrático. Se esquecem fácil de como FHC comprou o Congresso para mudar nossa constituição, aprovando a reeleição para ele mesmo se beneficiar. Ver minhas opiniões serem derrotadas nas urnas é bem menos revoltante do que assistir nosso congresso contando as verdinhas. Nos dez anos que está no poder, Chavez já fez 15 consultas populares sobre os mais diversos temas que norteiam as políticas do seu governo. Todas as decisões foram tomadas pela maioria da população, sejam elas boas ou ruins. E vamos nós, com nosso Congresso fedorento, apontar o dedo pro nosso vizinho maluquete, chamando-o de ditador? Ok, ok... Vamos ouvir a do Joãozinho agora...
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Novo link para o ConversAfiada
Como todos já sabem, Paulo Henrique Amorim teve seu contrato cortado com o portal IG, onde ele mantinha seu Blog. Daniel Dantas não estava gostando do que lia, se é que ele lê alguma coisa além de dossiês de credibilidade nula. Agora, o que é realmente lamentável: o IG impediu que PHA resgatasse seus arquivos dos servidores, que por pouco não foram deletados. Foi preciso uma ordem judicial para que o jornalista conseguisse recuperar todo seu trabalho intelectual de dois anos no portal. Soou bem nazista aos meus ouvidos. Ao invés de fogueiras, shift + delete. Felizmente todo o trabalho foi recuperado depois de da ordem judicial e o endereço do CONVERSAFIADA já foi atualizado. Boa leitura.
Dossiê.
Ai ai... Mais um dossiê aparece nas páginas de VEJA (leia-se Daniel Dantas). É impressionante a capacidade desta revista em criar falsos escândalos e factóides. Agora banco de dados se chama dossiê. Pressionou-se o atual governo de todas as formas para que a chefe da Casa Civil divulgasse o nome do "aloprado" que havia vazado os dados para a imprensa. Dias depois o "aloprado" foi descoberto: o senador tucano Álvaro Dias. Patético. É digno de nota também a incompetência do governo para transmimtir transparência no episódio. É aquela história, quem não deve...
terça-feira, 4 de março de 2008
Garçom, tem um terrorista na minha sopa!
Pois é. Como nada mais é surpresa neste bélico mundo do século XXI, nossos vizinhos amazônicos andam às turras. Parece que o presidente colombiano Álvaro Uribe está se tornando uma espécie de Tony Blair latino. Já senta, dá a patinha e finge de morto, magistralmente adestrado pelos falcões do Bushinho. Depois de repetir como papagaio a ladainha estadunidense, resolveu agir como seus patrocinadores, invadindo território equatoriano. A justificativa já estava na ponta da língua: "guerra ao terrorismo"! Lendo a cobertura (acobertura?) da imprensa, parece absolutamente normal que um país simplesmente invada o outro. Soberania nacional é apenas um detalhe... O enfoque recorrente na maioria dos textos é o êxito das ações. Pouquíssimas linhas sobre o perigoso precedente aberto pelo exército colombiano, que como todos nós sabemos, há muito tempo é literalmente bombado por grande quantidade de verdinhas. Aliás, Bushinho não tardou em "agradecer" Uribe por sua ação "forte" no combate aos terroristas. O mais estranho é que a investida contra as FARC (uma das várias e abomináveis milícias colombianas) se dá justamente no período em que vislumbrava-se alguma luz nesta história obscura. Concordando-se ou não com esta perspectiva, pela primeira vez víamos alguns reféns serem libertados, com o presidente/mico de circo venezuelano Hugo Chavez se destacando como interlocutor. Alguns dos reféns libertados inclusive afirmaram que a ação de Chavez era válida e deveria continuar. Parece que esta imagem positiva do presidente venezuelano nos noticiários não agradou o pessoal lá do norte. E tome movimentação militar nas fronteiras. O Equador, mais do que corretamente, exige providências na OEA. Se a moda pega, a Venezuela é a bola da vez, e Chavez terá orgasmos múltiplos. E a Colômbia? Bem, continua de quatro, esperando que entrem mais dólares. Está fazendo direitinho a lição. Já alardea aos quatro ventos que o Equador "dá abrigo a terroristas" e que Chaves "financia o terrorismo". Talvez seja na densa floresta amazônica que finalmente encontraremos Osama Bin Laden e as armas de destruição em massa.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Ah, a França...
Não bastasse a surra dentro de campo toda a vez que trombamos com a França numa Copa do Mundo, agora levamos mais uma. Desta vez, fora dos gramados. A França acaba de divulgar que substituiu a Adidas, que fornecia material esportivo para a seleção nacional desde 1972, pela norte-americana Nike. O valor? US$ 63,3 milhões (R$ 107,6 milhões) por ano. A toda poderosa CBF, baluarte da defesa dos interesses do futebol brasileiro, recebe US$ 12 milhões (R$ 20,4 milhões) anuais, ou seja, um contrato 5,3 menor que o fechado pela França. Uma seleção com cinco vezes mais títulos mundiais do que a outra recebe cinco vezes menos. É incrível mesmo esta CBF! São por provas incontestes de competência como esta que D. Ricardo vai manter-se no poder até, no mínimo, a Copa de 2014? Curioso...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Castrando.
Muito se falou de Cuba na última semana. De acordo com a linha ideológica de cada veículo, temos fatos totalmente distintos sobre a mesma realidade. Defesas apaixonadas ou condenaçãoes sumárias. Esperado. Lamentável a decisão de Cuba de colocar o irmão de Fidel como novo presidente. Lamentável esta falta de alternância de poder. Nada pode ser pior para a participação política da sociedade do que o impedimento da circulação de líderes. Lamentável a hipocrisia da comunidade internacional, que se esquece muito facilmente dos exemplos iguais à Cuba, sejam à esquerda ou à direita. Cuba continua a receber um embargo desumanizador, enquanto nações como China e Arábia Saudita enchem seus cofres, mesmo com governanantes despóticos e corruptos. Dois pesos, duas medidas. A dança do capitalismo definitivamente não segue sempre a mesma música.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
O farsante.
A revista Veja tem em suas páginas um dos maiores farsantes da história de nossa imprensa. Paulo Henrique Amorim apropriadamente o chama de "colonista". O blog do mesmo Paulo Henrique indica o blog de outro jornalista, Luis Nassif, para entendermos melhor como funciona esta indústria de mentiras. Procure por "O caso Veja". Vou colocar o link do blog dele para consultas futuras. Boa leitura.
Ah... Não deve ser por acaso que as vendas dessa revistinha de sacanagem começa a cair...
Ah... Não deve ser por acaso que as vendas dessa revistinha de sacanagem começa a cair...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Cade a febre-amarela??
Que difícil a classe política brasileira. Como já disse alguém: não se percebe o caráter de uma pessoa lhe dando dinheiro, e sim lhe dando poder. A frase não é essa, mas o sentido é. Agora a crise dos cartões em todos os níveis: federal, estadual... Municipal em breve. Mais uma CPI, o que não é motivo de comemoração. CPIs não dão em nada, a não ser muito exibicionismo egocêntrico. Como nosso ex, FHC, já sabia, tratou de na sua época não permitir nenhuma. Grande estadista, não? Voltando, essa última derá uma suculenta pizza de estrume, já que estão todos os atores afundados até o pescoço na pocilga. Sem surpresas somos bombardeados com toneladas de informações sobre a corrupção federal, já que o ocupante atual não é aturado por algumas famílias brasileiras. Mas nos níveis estaduais e municipais temos o apagão de informações, como se alguns governadores do bico grande fossem os últimos baluartes da honestidade. Que vontade de vomitar. E por falar em notícias, com a farra dos cartões corporativos, a "epidemia" de febre-amarela, que tanto preocupava nossos nobres meios de comunicação, sumiu de repente. Eita imprensinha de merda...
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